12:47

tenho mania do impossível.
quero o que nao me cabe.
um nó, sentimento estranho,
sensação confusa, respiração ofegante,
do peito pra garganta.
a navalha que teima em me estilhaçar,
meu sangue imundo ladeira abaixo,
minha carne de feridas que nao cicatrizam.

22:24

ver tudo acontecer e ter que esconder os berrs, dói.
que drene o que tiver que drenar,
que escorra ladeira abaixo o sangue que contem o seu suor.

21:35

tornar-se consciente me deu uma serenidade sem igual,
mas de maneira alguma deixou de ser dolorido passar por algumas situações.
tenho os pés no chão, sentido aguçado e uma curiosidade que ainda
me matará.